Todos nós passamos por momentos mais complicados e por metas mais difíceis de alcançar. Todos nós sabemos que se baixarmos os braços as coisas não vêm ter connosco e os nossos objectivos jamais serão atingidos. Então porquê que tantas vezes resolvemos entregar-nos ao sofrimento?
O nosso dia-a-dia é feito de dificuldades, obstáculos e desafios que temos de saber lidar e não deixar que nos façam esquecer a importância das pequenas coisas da vida. Se não o fizermos desta forma, acabamos por nos sentir sempre insatisfeitos e sofrendo por antecipação com situações que até acabam por se revelar simples de resolver.
A chave essencial aqui é se nós entendermos situações de risco como uma oportunidade para desafiarmos as nossas fraquezas podemos vir a crescer no processo.
É claro que todas as pessoas sofrem... mas uma coisa é sofrer por um momento doloroso como a perda de um familiar, por exemplo, e outra coisa é passar a vida a lamentarmo-nos por coisas sem qualquer importância e não fazermos nada para mudar.
Na minha opinião, o sofrimento só nos dificulta a vida e só nos atira areia para os olhos não nos deixando progredir e alcançar o significado que queremos dar à nossa vida. O crucial não é o que nos acontece, mas sim o que pensamos em cada situação/em cada momento. Se formos a analisar as situações do dia-a-dia, o pensamento é anterior à emoção e esse pensamento é o que nos faz sentir bem ou mal. E isso explica o porquê de as pessoas que viveram ou presenciaram uma mesma situação experimentem emoções totalmente diferentes perante ela.
Muitas vezes é o nosso pensamento que nos mete contra nós próprios, e o que nós temos de fazer é torná-lo nosso amigo e não algo que nos deixe completamente desnorteados. Temos de passar da reacção à acção e saber que o que sentimos depende, em grande medida, do que pensamos, e não do que está realmente a acontecer.
Ora bem, o que estou a dizer é que se aprendermos a controlar os nossos pensamentos, controlamos a nossa vida e a forma como reagimos nela e com ela. Nós podemos sentir-nos bem connosco, apesar das nossas circunstâncias, ou podemos deixar-nos levar por elas e ser um completo desastre...
Muitos desses pensamentos que não conseguimos lidar vêm de vivências passadas, mas o que podemos fazer com o nosso passado só cabe a nós decidir.
Preferimos tirar a lição que o passado nos deu e ter um melhor presente e futuro, ou usar o passado para destruir o que se segue? Temos de aprender com o passado e não usá-lo como destruidor de actos.
Nós como seres humanos que somos, erramos e continuaremos a errar, e uma parte da nossa maturidade consistirá em aprender com os erros passados e reunir meios necessários para que estes não voltem a acontecer nem se repitam no futuro.
Afinal de contas, a melhor conquista do futuro é o dia-a-dia vivido com bom ânimo, boa disposição, esperança e com muitos projectos; mas também com realidades presentes, com ilusões partilhadas em cada esforço e com uma meta constante na nossa vida!
Para concluir, o sofrimento inútil apenas provoca um desgaste exagerado a nível físico, uma irritabilidade crescente a nível psíquico e uma queda enorme do nosso controlo emocional. Não é a por a culpa em quem nos rodeia ou nos acontecimentos do dia-a-dia, mas sim a compreender o nosso pensamento e a saber controlá-lo para o nosso próprio bem-estar que conseguimos viver em plenitude. Não nos devemos deixar ir pelo caminho mais fácil pois esse leva ao sofrimento inútil, uma vida sem obstáculos não tem sabor e não tem satisfação nem prazer. "Se andares por um caminho sem pedras e buracos, provavelmente esse caminho não te leva a lado nenhum!"
Não é fácil assumir a nossa própria liberdade, não é simples alcançar a felicidade, mas é um desafio que nenhum ser humano pode perder
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