A analogia que se segue nas próximas linhas redigidas poderá vir a ferir gravemente os sentimentos de algumas pessoas, no entanto não deixará, de certa forma, de abrir os olhos a muitas delas.
Ora então:
Nós quando temos um cão acabadinho de chegar a nossa casa, ainda com pouco tempo de vida, achamos-lhe imensa graça e enchemo-lo de mimos porque é pequenino e muito indefeso e engraçado. Quando este começa a crescer começamos a criar um certo distanciamento e a piada inicial de ter um cachorrinho começa a desaparecer com o tempo. Começamos por desprezar o tempo precioso de estar com ele e o treino que lhe devíamos dar é completamente descuidado. Mais tarde, quando este começa a entrar na fase adulta percebemos que por mais que lhe digamos "senta" ou "dá a pata" este não corresponde rigorosamente a nada do que lhe mandamos fazer. Desta forma ficamos super aborrecidos e chateados com o animal e dessa forma, à força, tentamos educá-lo. Claro que nesta fase é extremamente complicado treinar um cão e muitas vezes nós cansamo-nos muito antes de tentar. O que disto resulta é, além de o cão não nos ter qualquer respeito ele pode mesmo tornar-se um animal super agressivo ou um cão indefeso e com medo de tudo à sua volta ou até mesmo um cão com tanto mimo que faz o que quer como quer sem qualquer controlo da nossa parte.
Onde quero eu chegar?
Basicamente, a nossa forma de educar os nossos cães é exactamente igual à forma como educamos as nossas crianças.
Chocante?
Então reparem:
Quando chega um bebé a nossa casa é uma alegria imensa e toda a gente o acha fofo e muito engraçado, seja pela sua inocência ou pela sua capacidade de mexer com os nossos sentimentos. Depois quando se tornam crianças a sua educação acaba por ser muito descuidada ou por não termos tempo ou por falta de paciência. Esquecemo-nos que é aqui que devemos incutir os primeiros valores e as primeiras ideias de como "sobreviver" nesta sociedade, neste mundo da forma mais justa e responsável possível. Resolvemos, em vez de tudo isso, deixá-los "soltos" porque assim é que vão aprender as coisas. Claro que isso também é importante, dar algum espaço à criança, mas desde que em casa haja tempo para conversar, escutar e saber observar o que eles têm para nos comunicar. É aqui que se molda uma pessoa, somos um ser social!
O que acontece quando essa fase não é bem estruturada é que a nossa criança ao atingir a adolescência e depois se torna adulto, os valores estão completamente dispersos, desequilibrados e descontrolados, surgindo aqui os primeiros problemas de "discordância excessiva" e "desobediência" paternal por conseguinte aparecem os insucessos escolares e por ai fora... Aqui, perdemos o controlo da situação e tentamos emendar o problema discutindo (não ouvindo) e criando castigos (não conversando) que jamais terão efeitos positivos nesta fase.
Logo, as nossas crianças tornam-se agressivos ou inofensivos inseguros ou até mesmo mimados imprudentes e gananciosos.
Pois é, quer cães quer crianças estão a ser tratados de forma igual... O grande e preocupante problema nesta questão é que as crianças são o futuro de uma geração, são o suporte de uma sociedade e o que o mundo será daqui a umas décadas depende do que elas serão.
É necessário não descuidar a fase mais importante da moldagem de uma pessoa para a vida, devemos apostar no futuro da nossa sociedade que começa por saber educar as nossas crianças desde o primeiro passo que dão. Se continuarem a ser tratadas como animais este mundo continuará a ser gerido, governado e liderado por um canil de raivosos Pit Bulls tal e qual como hoje é.
Sometimes We Expect More From Others, Because We Would Be Willing to Do That Much for Them...
segunda-feira, abril 30, 2012
domingo, abril 29, 2012
Nova Fase
É verdade que não sabemos quantas vidas teremos, mas se pensarmos que cada nova fase que surge é um modo de renascer as coisas tomam outro sentido.
Cada vez que uma etapa na nossa vida chega ao fim e uma nova fase surge a sensação de algo superado só nos torna mais fortes.
Nascemos de nós mesmos e conseguimos ver tudo de outra forma, com outro sentido.
A vida não é fácil?
Então das tuas dores sente o prazer de amadurecer e de crescer. É isso que nos forma e que nos torna melhores e nós mesmos.
Cada vez que uma etapa na nossa vida chega ao fim e uma nova fase surge a sensação de algo superado só nos torna mais fortes.
Nascemos de nós mesmos e conseguimos ver tudo de outra forma, com outro sentido.
A vida não é fácil?
Então das tuas dores sente o prazer de amadurecer e de crescer. É isso que nos forma e que nos torna melhores e nós mesmos.
sexta-feira, abril 27, 2012
Life and Death
Life asked Death:
-Why do people love me but hate you?
Death responded:
-Because you are a beautiful lie and I am a painful truth.
quinta-feira, abril 26, 2012
Cegueira premeditada
Há tempos apercebi-me que são mais as vezes que não vemos que as que vemos. Geralmente não vemos pelo simples facto que não queremos ver! Não é falta de visão nem algo do género é mesmo porque nos custa fazer o esforço para ver mais, para ver além do que está à nossa frente.
Passamos os dias tão envoltos e embrenhados numa outra coisa que nos falta o tempo no meio do tempo para reparar nas coisas que já lá estão.
Passamos os dias tão envoltos e embrenhados numa outra coisa que nos falta o tempo no meio do tempo para reparar nas coisas que já lá estão.
Sofrer de cegueira premeditada é uma idiotice desumana, é simplesmente não levantar a cabeça e conhecer tudo o que está à nossa volta, é viver numa bolha e passar todo o tempo fechado nela.
Mas dá tanto trabalho sair do nosso cantinho e fazer um esforço para ver mais além... então continuamos fechados em copas e continuamos a contribuir para uma sociedade retrógrada e cheia de preconceito.
É melhor assim?
Não.
Mas é o que dá mais jeito.
terça-feira, abril 24, 2012
O amanhã depende do teu hoje.
Nunca se sabe o que vamos ser no dia de amanhã, mas e que tal começar a construir o nosso futuro a partir do presente?
Se começar por baixo faz-te chegar ao topo não vejo o porquê de não tentar. O tempo que demora é a delicia do que virá. A caminhada às vezes é onde está o prazer de conhecer e aprender, a chegada é apenas a recompensa por tudo.
Não deixemos de ter esperança que amanhã seremos muito melhor que hoje. Lutemos sempre por isso!
"I pray tomorrow gets me higher!"
Se começar por baixo faz-te chegar ao topo não vejo o porquê de não tentar. O tempo que demora é a delicia do que virá. A caminhada às vezes é onde está o prazer de conhecer e aprender, a chegada é apenas a recompensa por tudo.
Não deixemos de ter esperança que amanhã seremos muito melhor que hoje. Lutemos sempre por isso!
"I pray tomorrow gets me higher!"
domingo, abril 22, 2012
O meu "EU"
Não existe uma definição do meu ser.Sou companhia mas posso ser solidão. Tranquilidade e explosão, pedra e mesmo coração.
Sou abraços, boa disposição, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono.
Luto e canso-me, olho-te e desprezo-te.
Simpatia e arrogância tudo depende da circunstância.
Às vezes sou música alta outras sou o silêncio.
Serei o que tu quiseres, mas só quando eu quiser.
Não gosto de limites e não sou cruel comigo.
Apego-me ao que vale a pena e desapego-me pelo que não quer valer.
Só me entende quem eu quero que entenda, só se afasta quem eu deixo que se afaste.
Amo perdidamente e odeio desesperadamente.
Sou de sentimentos puros mas também sou de racionalismos duros.
sábado, abril 21, 2012
Bipolaridade Social
Os Ricos e os Pobres.
Nem os de cima têm coragem de olhar para os debaixo, nem os debaixo coragem têm para olhar para os de cima.
Nem os de cima têm coragem de olhar para os debaixo, nem os debaixo coragem têm para olhar para os de cima.
sexta-feira, abril 20, 2012
O voto "democrítico"!
É verdade, em Portugal existe a democracia...
Somos todos livres de decidir por nós mesmos quem eleger para nos governar. O nosso voto é que importa. Mas quando chega a altura de decidir - "É pah eu não vou votar!" sim porque não votaré a grande solução.
Não sei como convencer os Portugueses de o facto de não meterem os pés nas Urnas é pior que chegar lá e meter um voto em branco. Se não são de acordo com o governo que temos Votem em BRANCO, agora não aparecer lá é estarem-se nas tintas para o que der e vier e depois ainda vêm comentar que o país está isto ou aquilo! Vocês que não votam não devem comentar sequer! Vocês estão-se nas tintas!!! Não é assim que isto vai para a frente.
Bem depois há aquelas pessoas que vão lá votam naqueles que acham mais "bonitos", ou com um "discurso" mais simpático e acabam por lixar esta porcaria toda. Depois mais tarde criticam tudo e todos e não percebem que foi o voto deles e dos que não apareceram lá que jogou isto tudo ao LIXO.
É assim meus amigos, pensem bem no que querem que o vosso país seja e ficar de fora só vos vai prejudicar mais. O "não quero saber" tem levado o país à merda que está e depois não chorem...
Somos todos livres de decidir por nós mesmos quem eleger para nos governar. O nosso voto é que importa. Mas quando chega a altura de decidir - "É pah eu não vou votar!" sim porque não votar
Não sei como convencer os Portugueses de o facto de não meterem os pés nas Urnas é pior que chegar lá e meter um voto em branco. Se não são de acordo com o governo que temos Votem em BRANCO, agora não aparecer lá é estarem-se nas tintas para o que der e vier e depois ainda vêm comentar que o país está isto ou aquilo! Vocês que não votam não devem comentar sequer! Vocês estão-se nas tintas!!! Não é assim que isto vai para a frente.
Bem depois há aquelas pessoas que vão lá votam naqueles que acham mais "bonitos", ou com um "discurso" mais simpático e acabam por lixar esta porcaria toda. Depois mais tarde criticam tudo e todos e não percebem que foi o voto deles e dos que não apareceram lá que jogou isto tudo ao LIXO.
É assim meus amigos, pensem bem no que querem que o vosso país seja e ficar de fora só vos vai prejudicar mais. O "não quero saber" tem levado o país à merda que está e depois não chorem...
O grande e eterno problema da nossa comunicação social!
Todos nós sabemos que a comunicação social é essencial numa democracia. Mas quando a democracia é manipulada a comunicação social acarreta com a mesma doença...
Hoje em dia o nosso jornal televisivo tem duração de aproximadamente 1h30m. Se pensarmos bem é quase uma novela e maior que uma série (passando a ironia). Mas pronto, até aqui não existiria problema algum se o telejornal servisse para nos passar NOTÍCIAS realmente IMPORTANTES e se deixasse de porcaria para encher chouriços e para nos tapar os olhos em relação à escumalha que vai neste governo.
Dou aqui alguns exemplos:
"Jovens constroem casa na árvore"
"Isqueiro é utilizado para provocar incêndio"
"Sr. de 60 anos planta uma couve no seu quintal"
"O aumento do desemprego foi de 0% em Novembro"
"Dias frios aproximam-se"
...
E muito mais teria eu para escrever aqui.
O país encontra-se doente. Temos um governo que nos bloqueia o sistema ao qual tenho um bom nome para lhe dar - VÍRUS.
As pessoas consentem, vêem o telejornal e são bombardeadas com notícias que nos vão escondendo o que realmente se passa por trás disto tudo.
Já não existe (se alguma vez existiu) a credibilidade, a imparcialidade e a profundidade de informação. Os jornais só querem vender e os telejornais só querem audiências. Lançam notícias sobre "couves na quinta do Zé" mas não dizem que o nosso Sr. Primeiro Ministro anda de um lado para o outro no seu carro de 140mil euros com o seu motorista privado. Não mostram factos duros mas reais!
A nossa comunicação social está empestada de interesses económicos e políticos.
A tentativa da comunicação social influenciar o público é tão explícita que até faz confusão. A maneira como as notícias são redigidas ou mesmo faladas são de um conteúdo completamente alterado e muitas vezes censurado. São sempre de forma a focar a nossa atenção para aquilo que querem, deixando aquilo que realmente nos "lixa" livre de olhares... As gripes das aves, as gripes suínas e a doença das vacas loucas são exemplos de extremismos estúpidos que nos despistam, tal como o futebol e a forma como este é hoje em dia controlado da mesma maneira.
Temos de ter noção desta realidade, os nossos valores não podem deixar-se influenciar por extremismos políticos ou económicos, devemos lutar contra este sistema manipulador e que nos tentar moldar à sua imagem.
Afinal de contas, onde está a democracia no meio disto tudo?
Hoje em dia o nosso jornal televisivo tem duração de aproximadamente 1h30m. Se pensarmos bem é quase uma novela e maior que uma série (passando a ironia). Mas pronto, até aqui não existiria problema algum se o telejornal servisse para nos passar NOTÍCIAS realmente IMPORTANTES e se deixasse de porcaria para encher chouriços e para nos tapar os olhos em relação à escumalha que vai neste governo.
Dou aqui alguns exemplos:
"Jovens constroem casa na árvore"
"Isqueiro é utilizado para provocar incêndio"
"Sr. de 60 anos planta uma couve no seu quintal"
"O aumento do desemprego foi de 0% em Novembro"
"Dias frios aproximam-se"
...
E muito mais teria eu para escrever aqui.
O país encontra-se doente. Temos um governo que nos bloqueia o sistema ao qual tenho um bom nome para lhe dar - VÍRUS.
As pessoas consentem, vêem o telejornal e são bombardeadas com notícias que nos vão escondendo o que realmente se passa por trás disto tudo.
Já não existe (se alguma vez existiu) a credibilidade, a imparcialidade e a profundidade de informação. Os jornais só querem vender e os telejornais só querem audiências. Lançam notícias sobre "couves na quinta do Zé" mas não dizem que o nosso Sr. Primeiro Ministro anda de um lado para o outro no seu carro de 140mil euros com o seu motorista privado. Não mostram factos duros mas reais!
A nossa comunicação social está empestada de interesses económicos e políticos.
A tentativa da comunicação social influenciar o público é tão explícita que até faz confusão. A maneira como as notícias são redigidas ou mesmo faladas são de um conteúdo completamente alterado e muitas vezes censurado. São sempre de forma a focar a nossa atenção para aquilo que querem, deixando aquilo que realmente nos "lixa" livre de olhares... As gripes das aves, as gripes suínas e a doença das vacas loucas são exemplos de extremismos estúpidos que nos despistam, tal como o futebol e a forma como este é hoje em dia controlado da mesma maneira.
Temos de ter noção desta realidade, os nossos valores não podem deixar-se influenciar por extremismos políticos ou económicos, devemos lutar contra este sistema manipulador e que nos tentar moldar à sua imagem.
Afinal de contas, onde está a democracia no meio disto tudo?
terça-feira, abril 17, 2012
A inutilidade do sofrimento
Todos nós passamos por momentos mais complicados e por metas mais difíceis de alcançar. Todos nós sabemos que se baixarmos os braços as coisas não vêm ter connosco e os nossos objectivos jamais serão atingidos. Então porquê que tantas vezes resolvemos entregar-nos ao sofrimento?
O nosso dia-a-dia é feito de dificuldades, obstáculos e desafios que temos de saber lidar e não deixar que nos façam esquecer a importância das pequenas coisas da vida. Se não o fizermos desta forma, acabamos por nos sentir sempre insatisfeitos e sofrendo por antecipação com situações que até acabam por se revelar simples de resolver.
A chave essencial aqui é se nós entendermos situações de risco como uma oportunidade para desafiarmos as nossas fraquezas podemos vir a crescer no processo.
É claro que todas as pessoas sofrem... mas uma coisa é sofrer por um momento doloroso como a perda de um familiar, por exemplo, e outra coisa é passar a vida a lamentarmo-nos por coisas sem qualquer importância e não fazermos nada para mudar.
Na minha opinião, o sofrimento só nos dificulta a vida e só nos atira areia para os olhos não nos deixando progredir e alcançar o significado que queremos dar à nossa vida. O crucial não é o que nos acontece, mas sim o que pensamos em cada situação/em cada momento. Se formos a analisar as situações do dia-a-dia, o pensamento é anterior à emoção e esse pensamento é o que nos faz sentir bem ou mal. E isso explica o porquê de as pessoas que viveram ou presenciaram uma mesma situação experimentem emoções totalmente diferentes perante ela.
Muitas vezes é o nosso pensamento que nos mete contra nós próprios, e o que nós temos de fazer é torná-lo nosso amigo e não algo que nos deixe completamente desnorteados. Temos de passar da reacção à acção e saber que o que sentimos depende, em grande medida, do que pensamos, e não do que está realmente a acontecer.
Ora bem, o que estou a dizer é que se aprendermos a controlar os nossos pensamentos, controlamos a nossa vida e a forma como reagimos nela e com ela. Nós podemos sentir-nos bem connosco, apesar das nossas circunstâncias, ou podemos deixar-nos levar por elas e ser um completo desastre...
Muitos desses pensamentos que não conseguimos lidar vêm de vivências passadas, mas o que podemos fazer com o nosso passado só cabe a nós decidir.
Preferimos tirar a lição que o passado nos deu e ter um melhor presente e futuro, ou usar o passado para destruir o que se segue? Temos de aprender com o passado e não usá-lo como destruidor de actos.
Nós como seres humanos que somos, erramos e continuaremos a errar, e uma parte da nossa maturidade consistirá em aprender com os erros passados e reunir meios necessários para que estes não voltem a acontecer nem se repitam no futuro.
Afinal de contas, a melhor conquista do futuro é o dia-a-dia vivido com bom ânimo, boa disposição, esperança e com muitos projectos; mas também com realidades presentes, com ilusões partilhadas em cada esforço e com uma meta constante na nossa vida!
Para concluir, o sofrimento inútil apenas provoca um desgaste exagerado a nível físico, uma irritabilidade crescente a nível psíquico e uma queda enorme do nosso controlo emocional. Não é a por a culpa em quem nos rodeia ou nos acontecimentos do dia-a-dia, mas sim a compreender o nosso pensamento e a saber controlá-lo para o nosso próprio bem-estar que conseguimos viver em plenitude. Não nos devemos deixar ir pelo caminho mais fácil pois esse leva ao sofrimento inútil, uma vida sem obstáculos não tem sabor e não tem satisfação nem prazer. "Se andares por um caminho sem pedras e buracos, provavelmente esse caminho não te leva a lado nenhum!"
Não é fácil assumir a nossa própria liberdade, não é simples alcançar a felicidade, mas é um desafio que nenhum ser humano pode perder
O nosso dia-a-dia é feito de dificuldades, obstáculos e desafios que temos de saber lidar e não deixar que nos façam esquecer a importância das pequenas coisas da vida. Se não o fizermos desta forma, acabamos por nos sentir sempre insatisfeitos e sofrendo por antecipação com situações que até acabam por se revelar simples de resolver.
A chave essencial aqui é se nós entendermos situações de risco como uma oportunidade para desafiarmos as nossas fraquezas podemos vir a crescer no processo.
É claro que todas as pessoas sofrem... mas uma coisa é sofrer por um momento doloroso como a perda de um familiar, por exemplo, e outra coisa é passar a vida a lamentarmo-nos por coisas sem qualquer importância e não fazermos nada para mudar.
Na minha opinião, o sofrimento só nos dificulta a vida e só nos atira areia para os olhos não nos deixando progredir e alcançar o significado que queremos dar à nossa vida. O crucial não é o que nos acontece, mas sim o que pensamos em cada situação/em cada momento. Se formos a analisar as situações do dia-a-dia, o pensamento é anterior à emoção e esse pensamento é o que nos faz sentir bem ou mal. E isso explica o porquê de as pessoas que viveram ou presenciaram uma mesma situação experimentem emoções totalmente diferentes perante ela.
Muitas vezes é o nosso pensamento que nos mete contra nós próprios, e o que nós temos de fazer é torná-lo nosso amigo e não algo que nos deixe completamente desnorteados. Temos de passar da reacção à acção e saber que o que sentimos depende, em grande medida, do que pensamos, e não do que está realmente a acontecer.
Ora bem, o que estou a dizer é que se aprendermos a controlar os nossos pensamentos, controlamos a nossa vida e a forma como reagimos nela e com ela. Nós podemos sentir-nos bem connosco, apesar das nossas circunstâncias, ou podemos deixar-nos levar por elas e ser um completo desastre...
Muitos desses pensamentos que não conseguimos lidar vêm de vivências passadas, mas o que podemos fazer com o nosso passado só cabe a nós decidir.
Preferimos tirar a lição que o passado nos deu e ter um melhor presente e futuro, ou usar o passado para destruir o que se segue? Temos de aprender com o passado e não usá-lo como destruidor de actos.
Nós como seres humanos que somos, erramos e continuaremos a errar, e uma parte da nossa maturidade consistirá em aprender com os erros passados e reunir meios necessários para que estes não voltem a acontecer nem se repitam no futuro.
Afinal de contas, a melhor conquista do futuro é o dia-a-dia vivido com bom ânimo, boa disposição, esperança e com muitos projectos; mas também com realidades presentes, com ilusões partilhadas em cada esforço e com uma meta constante na nossa vida!
Para concluir, o sofrimento inútil apenas provoca um desgaste exagerado a nível físico, uma irritabilidade crescente a nível psíquico e uma queda enorme do nosso controlo emocional. Não é a por a culpa em quem nos rodeia ou nos acontecimentos do dia-a-dia, mas sim a compreender o nosso pensamento e a saber controlá-lo para o nosso próprio bem-estar que conseguimos viver em plenitude. Não nos devemos deixar ir pelo caminho mais fácil pois esse leva ao sofrimento inútil, uma vida sem obstáculos não tem sabor e não tem satisfação nem prazer. "Se andares por um caminho sem pedras e buracos, provavelmente esse caminho não te leva a lado nenhum!"
Não é fácil assumir a nossa própria liberdade, não é simples alcançar a felicidade, mas é um desafio que nenhum ser humano pode perder
sábado, abril 14, 2012
O medo da insignificância
Acho que hoje descobri, finalmente, um dos meus maiores medos e com o mesmo acabei por crescer mais um bocado.
Ontem, antes de enterrar a cabeça na almofada para mais uma noite de descanso, comecei a sentir-me um ser pequeno. Comecei a pensar em tudo e senti-me cada vez mais insignificante.
Então depois de me vir essa palavra à cabeça cheguei à conclusão que tenho medo da insignificância.
Há quem diga que o medo da insignificância é um ensaio sobre o mal-estar civilizacional, é o despertar para a realidade de uma cultura em colapso... E assim se torna numa angústia existencial contemporânea.
A procura da identidade é uma coisa que nos persegue desde a nossa existência, a busca por um sentido na vida, a auto-aceitação de ser como somos e o investimento intelectual faz parte do nosso crescimento como ser humano.
Este sentimento de insignificância surge nada mais nada menos da noção de que estamos absolutamente sós e da mania do ser humano pensar que não existe nada maior que nós mesmos e que a vida não passa deste universo físico que foi um mero acidente...
No entanto, tal como Albert Camus, podemos usar a insignificância para iniciar o processo da busca de algum significado. Ou seja, ao olharmos para a insignificância, estamos livres para inventar qualquer significado. Fazer do propósito da vida humana um inventar de propósitos. Sem significado a vida humana não tem sentido, então sejamos nós os criadores do significado.
O que eu entendo deste autor, Albert Canus, é que devemos aceitar a insignificância e só depois devemos então cultivar a coragem, o orgulho, o amor, a comunidade e a justiça social.
Eu acho que existe sempre um momento em que sentimos que a vida não tem qualquer sentido, e assim, ao estarmos diante da insignificância perdemos a esperança em tudo e em todos. Tudo à nossa volta nos soa a fraude, quer religiões ou filosofias. Sem essa esperança e fé, perdemos o norte, ficamos deprimidos, debilitados e até mesmo doentes. Muitos chegam a pensar que a única saída é o suicídio.
O que podemos fazer nestas situações é enfrentar este medo como todos os outros.
Quando não acreditamos em mais nada... passamos a acreditar em nós mesmos, e desta forma a vida começa a ter um significado especial e a nascer algum tipo de satisfação pessoal.
Eu acredito que só crescemos verdadeiramente quando ousamos questionar o significado da vida, porque é quando olhamos nos olhos do medo que estamos em condições de ir mais além. Caso contrário passamos a vida a fugir da possibilidade que as nossas crenças são falsas e arbitrárias.
O que eu quero dizer com isto tudo é que temos de saber dar significado à nossa vida sabendo que ela mesmo pode não ter significado nenhum. Desta forma crescemos, criamos e vivemos segundo o significado que vamos dando àquilo que fazemos.
Existem aquelas pessoas que não conseguem encarar essa possibilidade de que a vida não tem sentido algum, e essas pessoas geralmente são crentes fanáticos. O que eles fazem não é mais que procurar desesperadamente que os outros acreditem no que eles acreditam para se sentirem mais seguros das suas crenças.
Ao serem crentes fanáticos vivem num medo mais profundo e constante que qualquer outro, tudo porque têm medo de desafiar o seu próprio conjunto de crenças, têm medo de discutir convicções diferentes das suas de forma aberta e morrem de medo de estarem completamente erradas. Passam assim a vítimas de enganadores, fanáticos e milagreiros...
As pessoas assustadas são realmente assustadoras, pois fazem qualquer coisa para provarem que têm razão e só a sua razão é a correcta.
Mas quem já encarou o medo não tem motivos para querer convencer os outros e nem é influenciado por modas nem crenças enganadoras. Não precisa de mestres, gurus, padres, pastores ou líderes para lhe indicar o caminho a seguir. Porque essa pessoa encontrou tudo isso dentro de si, tem plena consciência da sua vida, de todos os acontecimentos e as suas causas e sabe ele mesmo o caminho que deve seguir livre de dogmas.
Logo, a grande conclusão é que a insignificância não é o contrário do nosso questionamento sobre o significado da vida, mas sim, o início da nossa busca por algum significado.
Ao encarar a insignificância de forma consciente e sem medo, vamos ter liberdade para procurar o significado mais profundo da nossa vida.
terça-feira, abril 03, 2012
Lutar ou Adaptar?
Somos como umas formigas...
matam-se a trabalhar vem uma rajada de vento e tudo o que construíram até à data fica em pó!
Este povo nada cria, nada inventa e nada faz por saber.
Admira-se de nada ter e ainda lamenta por não ver.
As mãos que temos servem para moldar, para escrever e revoltar.
Agora és tu que escolhes... preferes Lutar ou Adaptar?
matam-se a trabalhar vem uma rajada de vento e tudo o que construíram até à data fica em pó!
Este povo nada cria, nada inventa e nada faz por saber.
Admira-se de nada ter e ainda lamenta por não ver.
As mãos que temos servem para moldar, para escrever e revoltar.
Agora és tu que escolhes... preferes Lutar ou Adaptar?
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