Sometimes We Expect More From Others, Because We Would Be Willing to Do That Much for Them...
quinta-feira, julho 31, 2014
Ser adulto.
Ser adulto é acarretar com um rodopio de vida.
Ter um trabalho, um ordenado e contas para pagar.
As insónias aparecem, é querer dormir cedo pensando nas horas ingratas a que se acorda no dia seguinte.
Suportar o trânsito para o trabalho que nos consome sem darmos conta.
Ter exaquecas das responsabilidades, saber gerir as tarefas do dia, e ainda chegar a casa mais cansada que o dia anterior.
É começar a ter medo de ir ao médico para não ter de ir fazer exames de rotina.
Sentimos uma necessidade de sermos úteis e jovens sem pensar na idade que vai aumentando.
Sentir o entusiamo da construção de uma vida a dois, e da criação de um lar.
Pensar no futuro como algo próximo e alcançável não como algo longínquo.
Acarretar com o poder da decisão e com a dor da decepção.
Ver amizades que se perdem com o passar do tempo, e fazer amizades inesperadas.
Descobrir a grande verdade acerca do amor e o compromisso de um Casamento.
Atingir o auge da nossa vida, sentimo-nos capazes de alcançar este mundo e o outro sozinhos e com coragem.
Saber que o medo faz parte mas que mesmo assim devemos seguir em frente.
Começar a pensar em construir família e isso arrepia e deixa-te um sorriso parvo na cara.
Ser adulto é quando um dia te olhas ao espelho e ao dares de caras com as rugas da velhice, inesperadamente sentes umas saudades enormes das malditas borbulhas da puberdade.
sábado, julho 19, 2014
Seletiva de sentimentos.
Não sei guardar mágoa, não sei guardar rancor. Não encontro espaço para guardar tais coisas.
Chamam-me a "desarrumada de sentimentos" mas eu acho que sou apenas aquela que não acumula lixo, aquela que não acumula inutilidades, ou seja, a "seletiva de sentimentos".
Não sei guardar tristeza, não sei guardar raiva. Não dá, não sei onde colocar tais coisas.
Um dia terei de enfrentar tal "desarrumação" e arranjar espaço para tais atrocidades.
Mas hoje, sim hoje, não sei onde guardar.
quinta-feira, julho 10, 2014
Sonhar, Idealizar e Realizar.
Nunca precisei de conselhos. Nunca precisei que me dissessem
o que era o certo e o errado.
Mas hoje vivo a vida a dar conselhos (que nunca recebi) e a
dizer o que é o certo e o errado (sem nunca me terem dito).
Sinto que cresci, observei, escolhi e decidi. Por mim própria!
Nunca precisei que me dissessem se estava a fazer bem ou
mal. Sempre achei que estaria a fazer o que era mais adequado para a altura
(fosse isso o certo ou o errado).
Percebi sozinha o melhor caminho a seguir e percebi sozinha
o melhor caminho para mim.
Houveram alturas que achava o mundo à minha volta maluco,
mas agora já não acho.
Ah pois não acho não, tenho a certeza.
Nunca precisei que me dissessem que era aquilo que eu
deveria ser “quando fosse grande”. Isto porque sempre me senti grande e que
iria ser o que eu quisesse!
(Houve gente que me achou arrogante nesta frase acima… sim,
fui arrogante. Fui até convencida, mas é a verdade. Cada um é do tamanho
daquilo que sonha e idealiza!)
Sempre me achei uma pessoa cheia de capacidades, mais que o
normal até, sempre achei que iria “chegar mais longe” que muitos dos meus
amigos de infância.
Bem, verdade seja dita, naquela altura eu estava bastante
certa!
Na altura diziam que eu era uma criança inteligente mas que
a “vida não era tão fácil como imaginava” (como se lutar pelos meus sonhos
fosse um grande obstáculo ao meu desenvolvimento).
A questão aqui é: eu nunca precisei que me dissessem se eu
estava certa ou errada porque por mim própria, pela observação que sempre tive
do mundo que me rodeava e de acordo com aquilo que eu tentava vir um dia a ser
eu consegui, até ao dia de hoje, tornar-me na mulher que um dia num sonho
imaginei ser!
Mar azul.
Por entre mar azul um dia me perdi.
Fechei as janelas, olhei o horizonte e sorri.
Seria eu? Estaria viva? Acreditava mesmo que aquilo passaria
dali?
Não sabia na altura. Mas hoje sei.
Em tempos me perdi num mar azul profundo.
Fechei as portas, entrei em casa e chorei.
Afinal não era eu. Não estava viva. Mas acreditei que aquilo
pudesse um dia passar dali…
As Horas.
Olhei para as horas e achei-as infinitas mas tão vulgares.
Achei-as cheias de si, autoritárias e limitativas.
Horas que marcam dias, que
marcam momentos e que marcam sofrimento.
São elas que nos fazem envelhecer, que
nos fazem morrer.
Malditas horas que não me deixam viver.
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