Um dia meu filho vou olhar para estas milhares de fotos da minha gravidez e vou sentir nostalgia.
Vou contar-te cada pormenor do que vivemos os dois nestes 9 meses unidos por um cordão.
Um dia meu filho vou olhar para trás e pensar que o tempo voa, que o tempo me foge das mãos. Vou olhar para ti e sentir orgulho no homem que te tornaste.
Um dia meu filho quando te embalar nos meus braços vou sentir o mundo cair-me aos pés, vou sentir que o meu coração forte será um coração de mãe frágil e rendido a ti.
Um dia meu filho vou contar-te sobre a história de amor de mim e do teu pai, do nosso percurso e das nossas vitórias.
Um dia meu filho vou ralhar contigo e ensinar-te regras. Vou querer que percebas que a vida exige muito de nós, mas que apesar disso estou aqui para te orientar no caminho mais certo, eu e o teu pai.
Um dia meu filho vou ouvir-te pela primeira vez, sentir o teu cheiro e ver a tua carinha...
...e falta tão pouco e passa tão rápido.
Sometimes We Expect More From Others, Because We Would Be Willing to Do That Much for Them...
quinta-feira, outubro 05, 2017
Uma parte de mim que não conheces.
Meu amor, há uma parte de mim que tu não conheces. Há uma parte de mim que tu não vês, que tu não sabes como é.
Desde que começámos esta caminhada pela vida de mão dada que me sinto livre. Irónico não é? Muitos solteiros não percebem o que quero dizer com isto de estar casada e sentir-me livre. A essência aqui da liberdade é o poder ser eu, sem medos, sem segredos. Vivo a minha vida dentro da tranquilidade do amor que encontrei a teu lado. Este amor que é uma grande amizade ensinou-me a viver a vida de forma descontraída, mais do que antes de te ter comigo. A tranquilidade da nossa relação dá-me liberdade no coração. Sinto-me livre de preocupações banais porque sei que és o meu porto de abrigo.
No entanto, há uma parte de mim que não conheces e não vês. Essa parte aparece nas longas noites que passo sem ti. Também passo dias e tardes sem ti, mas aí acho que tudo se mantém igual em mim… mas nas noites não. Esticar o braço na cama e não te sentir ali, ter um pesadelo e não ouvir a tua voz a tranquilizar-me, a ansia para ouvir o som do portão a fechar e a porta de casa a abrir dá cabo do meu equilíbrio mental. Sei que passarão dias, semanas, meses e anos e será sempre assim. Agora que esperamos o nosso filho as noites tornam-se mais longas e sei que quando ele crescer vai esperar por ti também… todas as noites. Tal como eu esperava pelo meu pai.
Esta parte de mim, que não conheces e não vês, é a parte mais frágil do meu coração que se revigora assim que o teu beijo me conforta depois de mais uma noite longa passada lá fora.
Eu sei que também há uma parte de ti que eu não conheço. Aquela em que nessas noites deixas a nossa casa para cumprir o teu dever, para te dedicares à profissão que escolheste com o coração. Sei que nessas noites vês coisas que nem sei, sentes coisas que nem calculo…
Mas sabes? Ambas partes que desconhecemos um do outro fazem de nós, da nossa relação, aquilo que ela é, somos dois amantes amigos! Criamos esta liberdade de irmos de mão dada estrada fora sabendo que cada um estará lá sempre para o beijo de regresso, para o beijo de “boa noite”.
Desde que começámos esta caminhada pela vida de mão dada que me sinto livre. Irónico não é? Muitos solteiros não percebem o que quero dizer com isto de estar casada e sentir-me livre. A essência aqui da liberdade é o poder ser eu, sem medos, sem segredos. Vivo a minha vida dentro da tranquilidade do amor que encontrei a teu lado. Este amor que é uma grande amizade ensinou-me a viver a vida de forma descontraída, mais do que antes de te ter comigo. A tranquilidade da nossa relação dá-me liberdade no coração. Sinto-me livre de preocupações banais porque sei que és o meu porto de abrigo.
No entanto, há uma parte de mim que não conheces e não vês. Essa parte aparece nas longas noites que passo sem ti. Também passo dias e tardes sem ti, mas aí acho que tudo se mantém igual em mim… mas nas noites não. Esticar o braço na cama e não te sentir ali, ter um pesadelo e não ouvir a tua voz a tranquilizar-me, a ansia para ouvir o som do portão a fechar e a porta de casa a abrir dá cabo do meu equilíbrio mental. Sei que passarão dias, semanas, meses e anos e será sempre assim. Agora que esperamos o nosso filho as noites tornam-se mais longas e sei que quando ele crescer vai esperar por ti também… todas as noites. Tal como eu esperava pelo meu pai.
Esta parte de mim, que não conheces e não vês, é a parte mais frágil do meu coração que se revigora assim que o teu beijo me conforta depois de mais uma noite longa passada lá fora.
Eu sei que também há uma parte de ti que eu não conheço. Aquela em que nessas noites deixas a nossa casa para cumprir o teu dever, para te dedicares à profissão que escolheste com o coração. Sei que nessas noites vês coisas que nem sei, sentes coisas que nem calculo…
Mas sabes? Ambas partes que desconhecemos um do outro fazem de nós, da nossa relação, aquilo que ela é, somos dois amantes amigos! Criamos esta liberdade de irmos de mão dada estrada fora sabendo que cada um estará lá sempre para o beijo de regresso, para o beijo de “boa noite”.
sexta-feira, setembro 22, 2017
4 Estações de amor coloridas com jacarandás
Quando soube que o teu coração batia dentro de mim, era Primavera. Os jacarandás começaram a ficar com aquela cor que adoro, foram florindo à medida que os dias foram passando e tu crescendo na minha barriga. O sorriso do teu pai, quando soubemos que passaríamos a ser 3, é a imagem que mais guardo desta primeira fase da minha gravidez.
Os dias foram passando, o amor aumentando e veio o calor, o Verão chegou! Dias quentes que se fizeram sentir, e não me esqueço daquele dia de praia onde senti o cheiro das ondas fortes a rebentarem no areal da praia que me viu crescer desde muito nova. Não me esqueço daqueles dias passados no litoral Alentejano… a calma a paz e os teus primeiros grandes pontapés!
Hoje começa o Outono, hoje a noite é igual ao dia; mas ultimamente as minhas noites têm sido mais longas que os dias. Estás grande, toda a gente já nota que te trago na barriga mas ninguém sabe o amor que trago no meu coração. É engraçado esta “bipolaridade maternal” que já começo a sentir - os incómodos são alguns, difíceis à noite, mas o amor é tão grande que quando me perguntam como tenho passado eu respondo sempre: “sinto-me lindamente!”. E a verdade é esta, nunca estive tão feliz e bem comigo mesma e com o teu pai.
Os jacarandás já não estão floridos, as flores estão a cair todas e isso faz-me lembrar que se aproxima o dia em que te vou ver pela primeira vez e ter-te nos meus braços. Podia dizer que estou ansiosa, mas a verdade é que me sinto serena. Sei tudo o que poderá mudar nos primeiros tempos que chegares a nossa casa, sei as mudanças todas que o meu corpo vai ter de suportar, as dores, as noites sem dormir, o cansaço… sei disso tudo. Sei tudo só falta passar por isso. Mas, estou serena. Sinto-me forte. Sei que esta “bipolaridade maternal” me vai ajudar a equilibrar tudo.
Quando o inverno chegar já estarás no meu colo. Já estarei dependente do teu cheiro, já te terei dado 1001 beijos elevados ao infinito, já conhecerei o teu choro de cor…
E no dia que os jacarandás voltarem a florir vou apresentar-te essa árvore, essa cor que a mãe tanto adora.
terça-feira, julho 25, 2017
Para a vida toda.
Se há uns anos me "mostrassem" como seriam os nossos dias de hoje eu provavelmente não acreditaria.
A verdade é que existe um tempo certo para tudo.
No meio desta montanha russa que é a vida, mal eu sabia que esta aventura (que ainda agora começou) seria a mais feliz, desafiante e emocionante de todas. ❤
A verdade é que existe um tempo certo para tudo.
No meio desta montanha russa que é a vida, mal eu sabia que esta aventura (que ainda agora começou) seria a mais feliz, desafiante e emocionante de todas. ❤
domingo, junho 04, 2017
Obrigada!
O teu coração bate dentro de mim.
Já sou outra pessoa, mudei desde o dia que vi que te tinha ali comigo.
Pensava que o amor não se multiplicava mas hoje tenho a certeza que sim.
Amo o teu pai e Amo-te a ti.
Amo-nos Amo a vida.
Obrigada, apenas quero agradecer.
Obrigada.
Já sou outra pessoa, mudei desde o dia que vi que te tinha ali comigo.
Pensava que o amor não se multiplicava mas hoje tenho a certeza que sim.
Amo o teu pai e Amo-te a ti.
Amo-nos Amo a vida.
Obrigada, apenas quero agradecer.
Obrigada.
sexta-feira, abril 28, 2017
Nota para mim mesma.
Não te esqueças que a felicidade é um sentimento simples, podes até encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber a sua simplicidade.
Dias.
"Há dias que passam a uma velocidade galopante, que nos ultrapassam sem pedir licença ou desculpa. Dias em que a vida acontece por cima dos nossos planos e troca-os todos. Aprendemos juntos a agarrarmo-nos à única certeza que nos basta: de nos termos na vida um do outro, de nos entendermos e conhecermos tanto e tão bem, de nos agradecermos por sermos ombro, mão e colo na vida um do outro. E então, nos dias em que a vida nos atropela, nos deixa de costas coladas no chão, nos dias em que podíamos aproveitar a queda para fazer uma lista de coitados-de-nós, aprendemos a ficar quietos, a lado a lado, mão na mão, a olhar para o lado certo [e menos óbvio] de tudo o que nos acontece: há estrelas que só percebemos que existem quando perdemos o tecto."
❤
Texto tirado do blog: às nove no meu blog
❤
Texto tirado do blog: às nove no meu blog
quarta-feira, abril 12, 2017
2 anos de casados.
E assim passaram 2 anos.
Se me perguntarem o que era a minha vida antes de ti, respondo que não sei porque só a teu lado descobri o que é viver.
2 anos de casados.
Um dia de sonho, uma nostalgia indescritível. Se o casamento é o que eu pensava? Não, é muito melhor do que eu poderia imaginar porque felizmente encontrei a outra metade de mim, aquele que me ama, me acalma, me compreende, me critica e me ensina todos os dias algo mais.
A única coisa que mudava era ter-te conhecido mais cedo. Perdi demasiado tempo sem saber o que era o amor verdadeiro.
❤12-abril-2015❤
Se me perguntarem o que era a minha vida antes de ti, respondo que não sei porque só a teu lado descobri o que é viver.
2 anos de casados.
Um dia de sonho, uma nostalgia indescritível. Se o casamento é o que eu pensava? Não, é muito melhor do que eu poderia imaginar porque felizmente encontrei a outra metade de mim, aquele que me ama, me acalma, me compreende, me critica e me ensina todos os dias algo mais.
A única coisa que mudava era ter-te conhecido mais cedo. Perdi demasiado tempo sem saber o que era o amor verdadeiro.
❤12-abril-2015❤
sexta-feira, março 10, 2017
Saudade.
"Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi e voou
E hoje é já outro dia."
Fernando Pessoa
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi e voou
E hoje é já outro dia."
Fernando Pessoa
quinta-feira, março 02, 2017
Perdi o meu menino, o meu cão.
Na vida ensinam-nos a lidar com tanta coisa mas ninguém nos ensina a lidar com a morte.
Nunca saberemos lidar com a angústia de uma morte muito menos de uma morte sem justificação, sem porquê.
Hoje perdi o meu cão, o meu Crixus.
Foram precisos apenas 5 dias para partires para longe de nós.
Fizemos tudo o que podíamos e o tudo não foi suficiente.
Não sabemos o porquê, não sabemos o quando. Não temos justificação para termos ficado sem ti assim tão rápido.
Dói, dói tanto... só tive 4 anos de ti. Foi tão pouco, mas tão pouco...
Tentámos fazer de ti o cão mais feliz do mundo e demos-te os mimos todos que pedias.
Perdoa-me por não te ter salvado. Perdoa-me meu cão.
Até sempre
Crixus.
Nunca saberemos lidar com a angústia de uma morte muito menos de uma morte sem justificação, sem porquê.
Hoje perdi o meu cão, o meu Crixus.
Foram precisos apenas 5 dias para partires para longe de nós.
Fizemos tudo o que podíamos e o tudo não foi suficiente.
Não sabemos o porquê, não sabemos o quando. Não temos justificação para termos ficado sem ti assim tão rápido.
Dói, dói tanto... só tive 4 anos de ti. Foi tão pouco, mas tão pouco...
Tentámos fazer de ti o cão mais feliz do mundo e demos-te os mimos todos que pedias.
Perdoa-me por não te ter salvado. Perdoa-me meu cão.
Até sempre
Crixus.
quarta-feira, março 01, 2017
Os dias passam...
Os dias passam a angústia consome-me.
Não sei o que fazer para te salvar.
Não sei o que fazer para te ter de volta.
Será que tenho de te deixar partir?
Que injustiça esta de ter de decidir sobre a tua vida, sobre a tua morte.
Preciso de força, preciso de esperança.
Não sei o que fazer mais para te ter de volta.
Não sei o que fazer mais para te salvar.
Perdoa-me por não saber o que fazer, perdoa-me por não te conseguir tirar esse sofrimento.
Perdoa-me.
Os dias passam e a tristeza corrói o meu coração.
Não sei o que fazer para te salvar.
Não sei o que fazer para te ter aqui.
Será que há outro caminho?
Que injustiça esta de ter de esperar de mãos e pés atados.
Preciso de força...
Perdoa-me se falhei. Perdoa-me se falhei...
Não sei o que fazer para te salvar.
Não sei o que fazer para te ter de volta.
Será que tenho de te deixar partir?
Que injustiça esta de ter de decidir sobre a tua vida, sobre a tua morte.
Preciso de força, preciso de esperança.
Não sei o que fazer mais para te ter de volta.
Não sei o que fazer mais para te salvar.
Perdoa-me por não saber o que fazer, perdoa-me por não te conseguir tirar esse sofrimento.
Perdoa-me.
Os dias passam e a tristeza corrói o meu coração.
Não sei o que fazer para te salvar.
Não sei o que fazer para te ter aqui.
Será que há outro caminho?
Que injustiça esta de ter de esperar de mãos e pés atados.
Preciso de força...
Perdoa-me se falhei. Perdoa-me se falhei...
segunda-feira, fevereiro 27, 2017
A ti meu cão.
Tenho marcado na memória o dia em que eu e o teu dono te fomos ver pela primeira vez.
Vieste a correr, desceste as escadas e sentaste-te ao nosso colo!
Primeiro ao colo do dono e depois de uma trinca nas minhas mãos sentaste-te ao meu colo (hoje com os teus 45kg ainda tentavas sentar-te ao nosso colo do mesmo jeito).
Não resistimos, queríamos ficar contigo.
No início não foi fácil, tivemos medos, medo de não termos condições para te ter porque naquela altura a nossa vida ainda era uma montanha russa. Mas o amor que ganhámos por ti dia após dia e a ajuda da avó Gina fizeram todos os medos evaporarem-se e tornarem-se apenas em alegria.
A avó Gina tratou de ti sempre que nós não estávamos, apanhou muito cocó e xixi que fizeste espalhado pelo quintal, ralhou contigo quando destruías a roupa do estendal... foram lençóis, toalhas, camisolas e t-shirts do dono. Roeste cadeiras, casotas, pedras, a vedação e até a parede da casa. Mordias tudo, os meus pés, os sapatos, as nossas mãos... ainda me lembro quando fui toda arranhada e mordida de ti para o trabalho.
A primeira dor que nos deste foi quando foste castrado. Tinha de ser por causa da tua raça. A verdade é que nos custou mais a nós por te termos visto com o efeito da anestesia... mas uns dias depois esqueceste o que te fizemos, uns dois dias foram o suficiente para esqueceres o sofrimento horrível que deves ter passado sem compreender nada. Dois dias bastaram para nos perdoares na culpa que não tínhamos, mas que tu não sabias. Dois dias para voltares a amar incondicionalmente e sem remorsos, sem ressentimento.
Chegaste a ter medo dos gatos (sim deixaste um gato comer-te a ração quando eles ainda eram maiores que tu) andaste atrás das galinhas e dos patos. E ainda conheceste o "Farrusco" sofreste com a morte dele, eu sei...
Foste crescendo fomos contigo a encontros de cães para socializares e conheceste muitos amigos... mas a melhor amiga que tens é a Naevia. No primeiro dia que a levámos não lhe achaste muita piada, e verdade seja dita tu és bruto com ela, mas... ela adora-te. Foste tu que lhe deste confiança que a fizeste ser a cadela linda e confiante que é. Mas ela respeita-te acima de tudo. Às vezes sofre um bocadinho contigo, mas ela adora-te.
Fomos fazer treinos convosco porque começaste a ficar casmurro e sem nos ouvir. Começámos a entender melhor como lidar com o teu feitio e com os teus comportamentos e cada dia que passava fomos ficando mais e mais próximos dessa tua maneira de Rott.
Fomos a barragens contigo, a parques, praia... tu adoravas andar solto; mas esse teu feitio não é o melhor e portanto tínhamos de ir para sítios sem muito movimento porque tu achas que és o Rei da Selva, mas só fora de casa.
Mudámos para a nossa casa. No início não percebias o que eram janelas e muito menos portas de vidro. Roeste a vedação para chegar às ervas, porque tu adoras comer ervas, sabe-se lá porquê!
Demoraste uns meses a perceber que no quintal não se faz asneiras (ainda hoje não sabes).
Adoras dormir ao sol no nosso quintal, adoras brincar com o Xurro e adoras correr ao meu lado (sim porque o dono dá cabo de ti a correr então preferes correr comigo).
Adoras o dono, dás-lhe abraços quando ele diz que te leva à rua, quando te diz que és um cão bem comportado e quando corre a brincar contigo.
Adoras os meus mimos, tens medo quando ralho contigo mas dás-me beijos nas mãos a pedir festas. Adoras os meus beijos no focinho e adoras quando te damos água da torneira.
Não gostas de ossos de plástico, não gostas de luvas e não gostas quando lavo o quintal.
Adoras cenoura, maçã, banana, couves, pepino... adoras tudo o que eu tenha na cozinha quando lá passas a cheirar/aspirar o chão (mesmo sabendo que eu não gosto que vás para a cozinha).
Adoras cobertores, mas também adoras destruí-los.
Adoras dar beijos daqueles cheios de baba e adoras relva.
Não sabes mastigar, para ti comer é engolir o mais rápido possível qualquer coisa que te dão à boca.
Quando estamos doentes sentes... e dás-nos beijinhos.
Adoras encostar o nariz à janela para nos veres melhor. Não páras em casa porque tu adoras o quintal.
Odeias gatos e cães pequenos. E labradores beige... que obsessão!
Achas que és o maior na rua, mas em casa és o maior maricas e mimado à face da terra.
Adoras festas nas orelhas e na barriga e odeias que te toquem no rabo (a não ser que seja eu ou o dono).
Tens 3 tipos de ladrar: O ladrar de desconhecido, o ladrar de gatos e o ladrar de parvoíce.
Dás arrotos depois de comer que o bairro todo consegue ouvir.
Odeias usar o açaime e pedes para o tirarmos. Odeias ir ao Veterinário e não deixas que te tirem a temperatura.
Talvez por tudo isto eu julgava que nada te poderia mandar abaixo, que nada te poderia acontecer, julguei que pudesses ser imortal.
Mas não és. Posso dizer que ver como te vi este fim de semana foi um dos piores momentos da minha vida, aliás das nossas vidas. Eu e o dono sentimo-nos impotentes. Não sabíamos o que fazer...
Levámos-te a um sítio que odeias, deixámos que te fizessem coisas que odeias... mas quero que saibas que é tudo para o teu bem! Para ficares bom outra vez! Para voltares para a Naevia, para o Sol do teu quintal e para a Relva que tanto adoras...
Quero que saibas que tudo o que estiver ao nosso alcance iremos fazer só para voltarmos a estar mais uns bons anos ao teu lado.
Quem não tem, ou nunca teve um cão provavelmente não compreende. Não consegue compreender como se consegue gostar tanto de um animal, que para mim é muito mais que isso. Não tenho filhos, mas gosto dele como se fosse um.
Temos saudades Crixus. Fica bom rápido!
Vieste a correr, desceste as escadas e sentaste-te ao nosso colo!
Primeiro ao colo do dono e depois de uma trinca nas minhas mãos sentaste-te ao meu colo (hoje com os teus 45kg ainda tentavas sentar-te ao nosso colo do mesmo jeito).
Não resistimos, queríamos ficar contigo.
No início não foi fácil, tivemos medos, medo de não termos condições para te ter porque naquela altura a nossa vida ainda era uma montanha russa. Mas o amor que ganhámos por ti dia após dia e a ajuda da avó Gina fizeram todos os medos evaporarem-se e tornarem-se apenas em alegria.
A avó Gina tratou de ti sempre que nós não estávamos, apanhou muito cocó e xixi que fizeste espalhado pelo quintal, ralhou contigo quando destruías a roupa do estendal... foram lençóis, toalhas, camisolas e t-shirts do dono. Roeste cadeiras, casotas, pedras, a vedação e até a parede da casa. Mordias tudo, os meus pés, os sapatos, as nossas mãos... ainda me lembro quando fui toda arranhada e mordida de ti para o trabalho.
A primeira dor que nos deste foi quando foste castrado. Tinha de ser por causa da tua raça. A verdade é que nos custou mais a nós por te termos visto com o efeito da anestesia... mas uns dias depois esqueceste o que te fizemos, uns dois dias foram o suficiente para esqueceres o sofrimento horrível que deves ter passado sem compreender nada. Dois dias bastaram para nos perdoares na culpa que não tínhamos, mas que tu não sabias. Dois dias para voltares a amar incondicionalmente e sem remorsos, sem ressentimento.
Chegaste a ter medo dos gatos (sim deixaste um gato comer-te a ração quando eles ainda eram maiores que tu) andaste atrás das galinhas e dos patos. E ainda conheceste o "Farrusco" sofreste com a morte dele, eu sei...
Foste crescendo fomos contigo a encontros de cães para socializares e conheceste muitos amigos... mas a melhor amiga que tens é a Naevia. No primeiro dia que a levámos não lhe achaste muita piada, e verdade seja dita tu és bruto com ela, mas... ela adora-te. Foste tu que lhe deste confiança que a fizeste ser a cadela linda e confiante que é. Mas ela respeita-te acima de tudo. Às vezes sofre um bocadinho contigo, mas ela adora-te.
Fomos fazer treinos convosco porque começaste a ficar casmurro e sem nos ouvir. Começámos a entender melhor como lidar com o teu feitio e com os teus comportamentos e cada dia que passava fomos ficando mais e mais próximos dessa tua maneira de Rott.
Fomos a barragens contigo, a parques, praia... tu adoravas andar solto; mas esse teu feitio não é o melhor e portanto tínhamos de ir para sítios sem muito movimento porque tu achas que és o Rei da Selva, mas só fora de casa.
Mudámos para a nossa casa. No início não percebias o que eram janelas e muito menos portas de vidro. Roeste a vedação para chegar às ervas, porque tu adoras comer ervas, sabe-se lá porquê!
Demoraste uns meses a perceber que no quintal não se faz asneiras (ainda hoje não sabes).
Adoras dormir ao sol no nosso quintal, adoras brincar com o Xurro e adoras correr ao meu lado (sim porque o dono dá cabo de ti a correr então preferes correr comigo).
Adoras o dono, dás-lhe abraços quando ele diz que te leva à rua, quando te diz que és um cão bem comportado e quando corre a brincar contigo.
Adoras os meus mimos, tens medo quando ralho contigo mas dás-me beijos nas mãos a pedir festas. Adoras os meus beijos no focinho e adoras quando te damos água da torneira.
Não gostas de ossos de plástico, não gostas de luvas e não gostas quando lavo o quintal.
Adoras cenoura, maçã, banana, couves, pepino... adoras tudo o que eu tenha na cozinha quando lá passas a cheirar/aspirar o chão (mesmo sabendo que eu não gosto que vás para a cozinha).
Adoras cobertores, mas também adoras destruí-los.
Adoras dar beijos daqueles cheios de baba e adoras relva.
Não sabes mastigar, para ti comer é engolir o mais rápido possível qualquer coisa que te dão à boca.
Quando estamos doentes sentes... e dás-nos beijinhos.
Adoras encostar o nariz à janela para nos veres melhor. Não páras em casa porque tu adoras o quintal.
Odeias gatos e cães pequenos. E labradores beige... que obsessão!
Achas que és o maior na rua, mas em casa és o maior maricas e mimado à face da terra.
Adoras festas nas orelhas e na barriga e odeias que te toquem no rabo (a não ser que seja eu ou o dono).
Tens 3 tipos de ladrar: O ladrar de desconhecido, o ladrar de gatos e o ladrar de parvoíce.
Dás arrotos depois de comer que o bairro todo consegue ouvir.
Odeias usar o açaime e pedes para o tirarmos. Odeias ir ao Veterinário e não deixas que te tirem a temperatura.
Talvez por tudo isto eu julgava que nada te poderia mandar abaixo, que nada te poderia acontecer, julguei que pudesses ser imortal.
Mas não és. Posso dizer que ver como te vi este fim de semana foi um dos piores momentos da minha vida, aliás das nossas vidas. Eu e o dono sentimo-nos impotentes. Não sabíamos o que fazer...
Levámos-te a um sítio que odeias, deixámos que te fizessem coisas que odeias... mas quero que saibas que é tudo para o teu bem! Para ficares bom outra vez! Para voltares para a Naevia, para o Sol do teu quintal e para a Relva que tanto adoras...
Quero que saibas que tudo o que estiver ao nosso alcance iremos fazer só para voltarmos a estar mais uns bons anos ao teu lado.
Quem não tem, ou nunca teve um cão provavelmente não compreende. Não consegue compreender como se consegue gostar tanto de um animal, que para mim é muito mais que isso. Não tenho filhos, mas gosto dele como se fosse um.
Temos saudades Crixus. Fica bom rápido!
segunda-feira, fevereiro 13, 2017
Perdoa-me.
Hoje achei por bem pedir-te perdão.
Perdoa-me por ser tão resmungona, orgulhosa impulsiva e frontal.
Por falar por cima de ti e por não saber escutar quando só queres falar.
Desculpa por não ser mais calma e por parecer que não aceito uma crítica vinda de ti.
Mas aceito! Aceito sim... penso nela toda a noite depois de a proferires.
Desculpa por não pensar antes de falar, antes de gritar.
Mas nisso somos tão iguais!
A verdade é que eu não trocava o meu mau feitio por nada. E tu sabes isso.
Sabes que chego onde quero por ser assim, por rosnar quando não gosto de algo por reclamar com injustiças.
Quem me dera poder abraçar-te mais vezes e ouvir-te dizer que me amas mais vezes.
Sim, quero sempre mais.
Desculpa por não ser mais controlada nas minhas emoções, por explodir de tristeza e por explodir de amor. Por não ser de meios-termos.
Quero também pedir-te desculpa por ser chata, por quando sei que estás cansado mas mesmo assim só penso em mim e peço mais carinho e mais atenção.
Desculpa por às vezes ser tão difícil de entender e achar que tu devias saber o que sinto mesmo quando não te digo.
Quero também dizer-te que és um herói. Um herói que conquistou este coração frio e quente ao mesmo tempo.
Quero agradecer por nunca me teres deixado sozinha apesar de estar sem ti.
Quero fazer tudo o que sonhamos antes que o tempo se esgote.
Quero que saibas que nem sempre tens culpa das minhas lágrimas. E que sou hoje uma mulher graças a ti. Crescemos juntos e continuaremos a crescer juntos.
Eu digo-te muitas vezes mas mesmo assim nunca é demais: sabes que gosto de ti mais do que tudo?
Há muita gente que queria ter a sorte de ter um chão cada vez que cai. E eu tenho-te a ti.
Quero que saibas ainda que quando as coisas nos correm menos bem acaba por nos motivar.
Gostava que toda a gente tivesse alguém que gosta de nós mais do que é possível (d)escrever.
Talvez só assim o mundo fosse um mundo melhor.
Peço que nunca te esqueças (que mesmo amuada, stressada, a chorar ou a sorrir, de rastos ou elétrica,) eu Amo-te como aprendi contigo, Amo-te de uma forma descontrolada e sem explicação.
Perdoa-me por ser tão resmungona, orgulhosa impulsiva e frontal.
Por falar por cima de ti e por não saber escutar quando só queres falar.
Desculpa por não ser mais calma e por parecer que não aceito uma crítica vinda de ti.
Mas aceito! Aceito sim... penso nela toda a noite depois de a proferires.
Desculpa por não pensar antes de falar, antes de gritar.
Mas nisso somos tão iguais!
A verdade é que eu não trocava o meu mau feitio por nada. E tu sabes isso.
Sabes que chego onde quero por ser assim, por rosnar quando não gosto de algo por reclamar com injustiças.
Quem me dera poder abraçar-te mais vezes e ouvir-te dizer que me amas mais vezes.
Sim, quero sempre mais.
Desculpa por não ser mais controlada nas minhas emoções, por explodir de tristeza e por explodir de amor. Por não ser de meios-termos.
Quero também pedir-te desculpa por ser chata, por quando sei que estás cansado mas mesmo assim só penso em mim e peço mais carinho e mais atenção.
Desculpa por às vezes ser tão difícil de entender e achar que tu devias saber o que sinto mesmo quando não te digo.
Quero também dizer-te que és um herói. Um herói que conquistou este coração frio e quente ao mesmo tempo.
Quero agradecer por nunca me teres deixado sozinha apesar de estar sem ti.
Quero fazer tudo o que sonhamos antes que o tempo se esgote.
Quero que saibas que nem sempre tens culpa das minhas lágrimas. E que sou hoje uma mulher graças a ti. Crescemos juntos e continuaremos a crescer juntos.
Eu digo-te muitas vezes mas mesmo assim nunca é demais: sabes que gosto de ti mais do que tudo?
Há muita gente que queria ter a sorte de ter um chão cada vez que cai. E eu tenho-te a ti.
Quero que saibas ainda que quando as coisas nos correm menos bem acaba por nos motivar.
Gostava que toda a gente tivesse alguém que gosta de nós mais do que é possível (d)escrever.
Talvez só assim o mundo fosse um mundo melhor.
Peço que nunca te esqueças (que mesmo amuada, stressada, a chorar ou a sorrir, de rastos ou elétrica,) eu Amo-te como aprendi contigo, Amo-te de uma forma descontrolada e sem explicação.
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