Nunca precisei de conselhos. Nunca precisei que me dissessem
o que era o certo e o errado.
Mas hoje vivo a vida a dar conselhos (que nunca recebi) e a
dizer o que é o certo e o errado (sem nunca me terem dito).
Sinto que cresci, observei, escolhi e decidi. Por mim própria!
Nunca precisei que me dissessem se estava a fazer bem ou
mal. Sempre achei que estaria a fazer o que era mais adequado para a altura
(fosse isso o certo ou o errado).
Percebi sozinha o melhor caminho a seguir e percebi sozinha
o melhor caminho para mim.
Houveram alturas que achava o mundo à minha volta maluco,
mas agora já não acho.
Ah pois não acho não, tenho a certeza.
Nunca precisei que me dissessem que era aquilo que eu
deveria ser “quando fosse grande”. Isto porque sempre me senti grande e que
iria ser o que eu quisesse!
(Houve gente que me achou arrogante nesta frase acima… sim,
fui arrogante. Fui até convencida, mas é a verdade. Cada um é do tamanho
daquilo que sonha e idealiza!)
Sempre me achei uma pessoa cheia de capacidades, mais que o
normal até, sempre achei que iria “chegar mais longe” que muitos dos meus
amigos de infância.
Bem, verdade seja dita, naquela altura eu estava bastante
certa!
Na altura diziam que eu era uma criança inteligente mas que
a “vida não era tão fácil como imaginava” (como se lutar pelos meus sonhos
fosse um grande obstáculo ao meu desenvolvimento).
A questão aqui é: eu nunca precisei que me dissessem se eu
estava certa ou errada porque por mim própria, pela observação que sempre tive
do mundo que me rodeava e de acordo com aquilo que eu tentava vir um dia a ser
eu consegui, até ao dia de hoje, tornar-me na mulher que um dia num sonho
imaginei ser!
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