No entanto, depressa me alegro. Ora, se me invejam, isso quer dizer que tenho valor, dos méritos, das conquistas; quer dizer que sentem e reconhecem a minha grandeza, o meu triunfo.
Assim, a inveja, não é mais que a sombra do génio e da glória, e os invejosos, de forma odiosa, passam a ser admiradores rebeldes e testemunhas involuntárias do meu sucesso.
Se custa perdoar-lhes? Não, pois existe o grande prazer de poder ignorá-los, desprezá-los. Até chego mesmo a agradecer-lhes, este veneno da inveja provoca em mim inspiração e confere novo vigor para novas obras e conquistas.
A melhor vingança contra aqueles que me pretendem rebaixar é nada mais que ir mais longe, escalar mais alto. E talvez eu não subisse tanto se não tivesse o impulso de quem tanto me quer ver cair por terra.
Não faço mais que servir-me da prórpia difamação para retocar melhor o meu retrato e suprimir as sombras que me afectam a luz.
Assim, meus caros, o invejoso torna-se, sem querer, o colaborador da minha perfeição.
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