domingo, setembro 01, 2013

Inveja.

Entristece-me o rancor que sinto da inveja à minha volta. Orgulhosa me sinto se crio algum prejuízo nos demais, mas também sou generosa por sentir compaixão dos que invejam.
No entanto, depressa me alegro. Ora, se me invejam, isso quer dizer que tenho valor, dos méritos, das conquistas; quer dizer que sentem e reconhecem a minha grandeza, o meu triunfo.
Assim, a inveja, não é mais que a sombra do génio e da glória, e os invejosos, de forma odiosa, passam a ser admiradores rebeldes e testemunhas involuntárias do meu sucesso.
Se custa perdoar-lhes? Não, pois existe o grande prazer de poder ignorá-los, desprezá-los. Até chego mesmo a agradecer-lhes, este veneno da inveja provoca em mim inspiração e confere novo vigor para novas obras e conquistas.
A melhor vingança contra aqueles que me pretendem rebaixar é nada mais que ir mais longe, escalar mais alto. E talvez eu não subisse tanto se não tivesse o impulso de quem tanto me quer ver cair por terra.
Não faço mais que servir-me da prórpia difamação para retocar melhor o meu retrato e suprimir as sombras que me afectam a luz.

Assim, meus caros, o invejoso torna-se, sem querer, o colaborador da minha perfeição.

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